Conteúdo em revisão — rascunho interno, não publicado
Planejamento e Gestão de Obras

21 Erros Clássicos da Gestão de Projetos

Como Evitar Falhas e Garantir Resultados

Comportamentos recorrentes que comprometem planejamento, comunicação, produtividade, riscos e resultados dos projetos — e como preveni-los.

Professor Fabio CostaEspecialista em Planejamento e Gestão de Obras
Baseado no livro de Eli Rodrigues
21 erros analisados 3 dimensões Casos reais
Introdução

Por que projetos falham?

  • Padrões de comportamento recorrentes levam projetos ao fracasso — erros que se repetem em empresas de todos os portes
  • Falta de planejamento, ausência de métricas, comunicação ineficaz e gestão de riscos negligenciada são causas raiz comuns
  • Sem baseline não há como medir desvios. O gerente deve integrar todas as áreas de conhecimento do PMBOK
  • Cada erro desta apresentação é uma frase do cotidiano que esconde uma falácia lógica — e uma oportunidade de melhoria
Navegue pelos erros

Os 21 erros, um a um

Erro 01 / 21

Estou "tocando" o projeto

Gerenciar projetos sem planejamento, baseline, métricas ou ações corretivas — como um boiadeiro conduzindo bois, sem estratégia.

Consequência

Projetos entregues com atraso médio de 1 ano e custos 35% superiores ao previsto. Prejuízos acumulam e lucratividade acaba.

Causa raiz

Falta de integração das áreas de conhecimento do PMBOK. O gerente não estabelece linhas de base (escopo, tempo, custo, qualidade, riscos).

Como evitar

Estabelecer baselines para todas as áreas. Monitorar atingimento e aplicar ações preventivas/corretivas. Reportar periodicamente.

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Pedro coordenava 15 obras simultâneas na área de engenharia civil sem controle. Delegou a assistentes sem processos definidos. Fornecedores atrasaram materiais, absenteísmo surgiu nas equipes e custos não previstos apareceram. Como não havia planos de contingência, Pedro trabalhou dia e noite. As obras foram concluídas com média de 1 ano de atraso e custos 35% mais altos que o previsto. Pedro não percebeu o erro — considerava atrasos normais.

Erro 02 / 21

Não tenho tempo para planejar

A IVONSAF: Irresistível Vontade de Sair Fazendo. Iniciar execução sem definir escopo, tempo, custo e qualidade.

Consequência

Projetos atrasam mais de 100% dos prazos originais. Prejuízos incalculáveis à imagem do negócio e reputação do profissional.

Causa raiz

Pressão por prazos predeterminados, urgência sobre urgência, cultura de "fazer agora, pensar depois".

Como evitar

Aplicar 5W2H. Construir EAP (Estrutura Analítica do Projeto). Criar plano de ação com atividade, responsável, data e status.

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A empresa "Fazemos Qualquer Negócio" fechou conta para entregar linha de produção de celulares em 6 meses (era 10 meses). O gerente Sr. João pediu 2 meses para planejar. O diretor recusou: "se você não dá conta, posso encontrar quem consiga". Materiais incompatíveis foram comprados, manuais vieram em mandarim, mão de obra não qualificada. Sr. João foi demitido após prejuízos e atrasos.

Erro 04 / 21

Isso vai ficar para uma segunda fase

Postergar entregas e mudanças para "fases futuras" para salvar prazo atual, criando projetos eternos.

Consequência

Projetos se estendem além de 100% do prazo original. Recursos ficam presos, empresa não atende novos clientes.

Causa raiz

Cliente insatisfeito psicologicamente com prazo inicial. Recursos limitados mal alocados. Falta de análise causal.

Como evitar

Análise causal com diagrama de Ishikawa (6Ms). Usar Escopo Negativo. Obter sign-off formal dos requisitos.

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Paolo implementava Sistema de Controle de Frequência (catracas) em escola. Fornecedor ofereceu inovações que superaram orçamento em 100%. Cliente irredutível, queria tudo. Paolo deixou parte para "segunda fase" no ano seguinte. Gastou mais do que previsto, fornecedor atrasou. Inauguração ocorreu sem o sistema. No ano seguinte, orçamento não foi aprovado na totalidade. Sistema nunca foi concluído.

Erro 05 / 21

Preciso disso até sexta

Pedir entregas sem estimativa, sem planejamento, sem sign-off. Mudar prioridades do portfólio constantemente.

Consequência

Equipe se sente incompetente e impotente. Qualidade cai. Rotatividade aumenta. Ciclo vicioso de atrasos.

Causa raiz

Falta de processo de estimativa. Portfólio sem priorização previamente estabelecida. Empresa assume mais projetos que é capaz.

Como evitar

Estimativas geradas pela própria equipe. Sequência de projetos baseada na capacidade. Focar equipe em um projeto por vez.

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Mauro gerenciava vários projetos com recursos compartilhados entre projetos e operação. Prioridades mudavam sempre por pressão dos clientes. Estimativas nunca batiam com a realidade. Reportou o gargalo por várias vezes, mas não foi ouvido. A cultura da empresa era aquela. Após atrasar cinco projetos, Mauro foi desligado, culpado pelo fracasso.

Erro 06 / 21

Precisamos melhorar nossa produtividade

Exigir maior produtividade sem métricas de base, sem considerar variáveis ambientais. Comparar projetos diferentes.

Consequência

Prazos arbitrários causam dificuldades. Ciclo de atrasos impacta projetos em série. Equipe não se compromete com prazos irreais.

Causa raiz

Prazos definidos por vendas/comercial sem base histórica. Falta de métricas consistentes. Não se consideram fatores de ajuste.

Como evitar

Métricas por tipo de projeto (m², pontos de função). Coletar histórico. Aplicar fatores de ajuste. Regra de Deming: 85% é do gestor.

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Reginaldo vendia peças gráficas a R$ 500 com entrega em 24h, sem base histórica. A equipe esbarrava em problemas de plataforma diferente, retrabalho e alterações do cliente. Depois de um ano, clientes pediram redução de preço. Reginaldo aceitou para não sair do mercado. Sem saber o histórico real dos trabalhos, o negócio se tornou inviável e ele foi obrigado a desistir.

Erro 07 / 21

É culpa da chuva

Atribuir falhas a fatores externos previsíveis (chuva, férias, fim de ano) sem gerenciá-los como riscos.

Consequência

Erros previsíveis e evitáveis ocorrem repetidamente. Cliente não banca custos de correção. Prejuízos milionários.

Causa raiz

Ignorância dos fatores ambientais da empresa e ativos de processo. Falta de registro de riscos. Não se analisa probabilidade e impacto.

Como evitar

Gerenciamento de riscos do PMBOK: identificar, analisar, planejar respostas, monitorar. Registro de Riscos com probabilidade x impacto = exposição.

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Nelson fazia troca de equipamento de rede com janela de indisponibilidade aprovada pelo gerente de TI do cliente. No dia da implantação, o CEO da empresa cliente precisava imprimir contratos urgentes e não havia sido avisado sobre a manutenção. Nelson se justificou com e-mails registrados, salvou o emprego, mas como o CEO pediu sua cabeça, foi mudado de departamento.

Erro 08 / 21

Auditoria? Preciso atualizar a documentação

Documentação sempre desatualizada. Dilema falso entre "seguir processos" e "cumprir prazos".

Consequência

Processos engessados e desatualizados atrasam projetos. Qualidade negligenciada. Empresa não cumpre ativos de processo do PMBOK.

Causa raiz

Processos construídos por quem não vivencia projetos. Sem customização por categoria. Falta de entendimento do ciclo de qualidade.

Como evitar

Customizar processos por categoria (pequeno, médio, grande). Qualidade = adequação ao uso + cumprimento de requisitos. Planejar, garantir e controlar.

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Jeane assumiu maior projeto da empresa: software complexo integrado com sistemas legados. Cliente não comprometia requisitos. Em conversa informal, cliente entendeu que software ficaria pronto em 3 meses (era 18 meses). Jeane ignorou processos para tentar entregar. Reunião de apresentação com 500 pessoas foi fracasso. Produto não funcionou. Projeto que levaria 18 meses levou 5 anos.

Erro 09 / 21

Ninguém me falou nada sobre isso

Gerente não sabe de algo crítico. Equipe não envolvida no planejamento. Áreas de apoio desconhecem o projeto.

Consequência

Esforço de comunicação alto. Partes interessadas aparecem no final mudando requisitos. Erros geram problemas crônicos para operação.

Causa raiz

Falta de tempo para planejar. GP não identificou todas as partes interessadas. Não há plano de comunicação aprovado.

Como evitar

Identificar e engajar partes interessadas desde o início. Criar plano de comunicação com acordos de handover. Monitorar engajamento.

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João gerenciava outsourcing de impressão sem apoio operacional. Implantou impressoras em cidades remotas sem definir quem daria suporte. Área operacional não queria assumir projeto incompleto. Projeto que levaria meses se estendeu por quase 1 ano. Custo muito maior que o esperado. Ao final, gerente de operações reclamou da falta de handover.

Erro 10 / 21

Não era bem isso que eu queria

Cliente insatisfeito porque expectativas não foram captadas. Mudanças constantes de escopo sem controle.

Consequência

Excesso de mudanças desnecessárias. "Perfumarias" impedem conclusão. Insatisfação do cliente cresce apesar dos esforços.

Causa raiz

Cliente não expressa expectativas claramente. GP não gerencia expectativas. Falta de protótipos ou critérios de aceite definidos.

Como evitar

Gerenciar expectativas desde o início. Usar protótipos (plantas 3D, mockups). Definir critérios de aceite claros. Aplicar CIM.

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Otávio fechou contrato de software com cliente exigente. Escopo superficial, desenvolvimento começou antes do contrato. Cliente pediu várias alterações. Projeto deveria durar 3 meses para lançamento na TV. Com tantas alterações, mesmo virando noites o melhor que conseguiu foi entregar com 1 semana de atraso. Programação do cliente foi postergada. Otávio deu desconto de 50% e perdeu o cliente.

Erro 11 / 21

Vamos precisar refazer tudo

Arquitetura do projeto não suporta mudanças. Necessidade de descartar trabalho feito e começar do zero.

Consequência

Custos de retrabalho recaem sobre a empresa. Atraso inviabiliza novos projetos. Rotatividade da equipe aumenta por desmotivação.

Causa raiz

Escopo mal definido para projetos customizados. Contratos fechados sem conhecimento do que será construído. Falta de premissas e arquitetura clara.

Como evitar

Para projetos indefinidos, usar contratos incrementais e entregas parciais. Desenhar big picture antes de desenvolver. Estabelecer premissas contratuais claras.

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Afonso, diretor de desenvolvimento, precisava entregar propostas rápidas sem levantar escopo. Mudanças simples causavam necessidade de refazer projeto inteiro. Arcou com custos, depois demitiu gerentes. Erros repetiram com equipes novas. Contratou consultorias caras. Por fim, descobriu que manter pessoas que entendiam do produto mais que o cliente era a solução.

Erro 12 / 21

Terminei, mas ainda falta pôr em produção

Confundir "minha parte está pronta" com "o projeto está concluído". Falta de integração entre especialistas.

Consequência

Informações se perdem entre etapas. Cliente descobre no final que ainda há trabalho. Projeto não tem termo de aceite.

Causa raiz

Falta de processos técnicos bem definidos. GP não é especialista na área e não define critérios de aceite por fase. Não há "máquina de estados" do projeto.

Como evitar

Definir fases/estados do processo por inteiro. Estabelecer critérios de troca de estado (gates). Criar manual de estados. Garantir handover formal.

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Celso era gerente de infraestrutura de TI em empresa pós-fusão. Sem processos, sem prioridade, recursos compartilhados. Comprou servidores mas "esqueceu" cabos de rede — achava que técnicos alertariam. Autorização do procurement tomou 40 dias. Projeto atrasou 3 meses. Foi demitido por "não ter brilho nos olhos".

Erro 13 / 21

Temos que encantar o cliente

Adicionar "gold plating" (trabalho extra não remunerado) para compensar erros ou tentar agradar. Confundir encantar com surpreender.

Consequência

Custos adicionais não previstos. Atrasos causados pelo próprio gold plating. Cliente pode ficar insatisfeito mesmo com extras.

Causa raiz

Gerente tenta compensar problemas passados com "bala de menta". Não segue Tríplice Restrição. Área comercial gera "dívida emocional" com brindes.

Como evitar

Encantar = atender bem, evitar surpresas desagradáveis, entregar no prazo e com qualidade. Planejar "momentos mágicos" que não adicionam escopo.

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Alexandre, gerente de startup, aceitou customizações não cobradas para conquistar cliente. Cliente pediu mais e mais. Projeto custou 3x mais que o cobrado. Na percepção do cliente, projeto estava atrasado e não funcionava. Alexandre comprou presentes, pagou almoços, atendeu de madrugada. Cliente o tratava com desconfiança. Empresa acabou fechando.

Erro 14 / 21

O comercial vende até a mãe

Área comercial vende projetos inviáveis: preços abaixo do custo, prazos irreais, escopo mal definido.

Consequência

Prejuízos recorrentes levam à falência. Projetos vendidos sem base técnica geram retrabalho e insatisfação.

Causa raiz

Falta de tipificação dos projetos. Empresa não é especialista em nada. Premissas erradas na proposta. Métricas inexistentes.

Como evitar

Tipificar projetos (definir cardápio de serviços). Especializar equipe. Definir premissas e checklists para propostas. Gerar métricas históricas.

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"FTC Sistemas" vendeu outsourcing de TI em concorrência pelo menor preço. Descobriu 80 servidores com patches desatualizados, redes precárias, mil laptops em cidades diversas. Cliente resistiu a renegociação e ameaçou multas. Mais de 10 servidores criados não estavam sendo cobrados nem monitorados havia 6 meses. Sinuca de bico: avisar = multa; não avisar = prejuízo.

Erro 15 / 21

Santo de casa não faz milagre

Valorizar mais conselhos externos do que soluções desenvolvidas internamente. Desconsiderar a "prata da casa".

Consequência

Consultores externos repetem o que funcionários já sabiam. Funcionários desmotivados. Conhecimento institucional é desperdiçado.

Causa raiz

Efeito Halo (generalizar avaliações). Projeções (transferir defeitos aos outros). Arquétipos criam rótulos. Preferimos ouvir quem não conhecemos.

Como evitar

Valorizar a prata da casa. Implementar ciclos de melhoria contínua (Kaizen). Premiar melhores ideias dos funcionários. Buscar consultoria apenas para orientação.

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William, consultor renomado, virou diretor de operações. Organizou processos, treinou equipe. Ao reportar problemas organizacionais ao superior, feriu ego do chefe. Recomendações deixaram de ser bem-vindas. Chefe começou a colocar competência de William em xeque. Ao perceber que suas recomendações não eram mais bem-vindas, William procurou outro emprego e partiu.

Erro 16 / 21

Na hora H, os recursos não estão disponíveis

Recursos técnicos não disponíveis no momento necessário. Alocação em múltiplos projetos e operação simultânea.

Consequência

Projetos atrasam, saem com baixa qualidade ou exigem horas extras infindáveis. Ciclo: atraso → horas extras → qualidade baixa → retrabalho → prejuízo → demissões.

Causa raiz

Empresa não mantém controle de capacidade x demanda. Assume mais projetos que é capaz. Estrutura matricial fraca onde prioridades departamentais sobrepõem as do projeto.

Como evitar

Definir projetos "top" com prioridade máxima. Criar Calendário de Recursos (histograma capacidade x demanda). Pré-designar recursos ao lançar propostas. Nomear gerente de recursos.

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Arlindo gerenciava consultoria com recursos juniores. Projetos atrasavam. Resolveu não controlar alocação — coordenadores deveriam negociar entre si. Brigas, justificativas cruzadas, perda de visão do todo. Arlindo era chamado à diretoria para prestar contas e não sabia status dos projetos. Tornou-se um gerente que não sabia de nada — "falta de gestão".

Erro 17 / 21

Quem é você? Não tenho tempo

Gerente de projetos novo não conhece processos, ferramentas, pessoas ou organograma. Empresa não faz integração adequada.

Consequência

"Projetos baseados em missões" — sem visibilidade de tempo, recursos ou o que fazer. GP perde tempo descobrindo regras no "voo". Altíssimo custo de retrabalho.

Causa raiz

Empresa não atualiza organogramas nem processos. Não treina gerentes. Joga sobre o GP a responsabilidade do sucesso sem dar ferramentas.

Como evitar

Construir processo de integração para novos GPs. Permitir shadowing de GP experiente. Apresentar Termo de Abertura. Garantir que todos saibam que o projeto existe.

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Eli Rodrigues (autor do livro) em primeira semana em multinacional. Precisou colocar servidor no ar. Ligou para 10 pessoas explicando projeto. Décima pessoa respondeu: "Desculpe, não tenho tempo. Aliás, quem é você?" Eli explicou que era líder do projeto, novo na empresa. A pessoa se acalmou e ajudou. Mas a relação nunca veio a ser amigável.

Erro 18 / 21

Isso já foi tentado aqui

Resistência a novas ideias baseada em experiências passadas. Iniciativas coibidas sem avaliar se cenário mudou.

Consequência

Empresa para de inovar. Projetos que deveriam trazer melhorias são sabotados. Cultura de "medo imaginário" impede progresso.

Causa raiz

Experimento dos macacos — cultura de coerção se perpetua sem que novos membros saibam o motivo. Resistência natural à mudança (homeostase). Medo imaginário vs. medo real.

Como evitar

Identificar partes interessadas e analisar grau de envolvimento. Descobrir causas da resistência: o que foi tentado, como, qual cenário político-econômico. Criar estratégias de gestão de expectativas.

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Miguel construiu primeiro PMO da empresa, capacitou equipe no PMBOK. Toda nova gestão derrubava tudo. Percebeu que estrutura era autocrática — vontade dos líderes prevalecia sobre lógica e lucro. Passou a desmotivar proativos dizendo "várias estrelas passaram e nada mudou". Sem perceber, tornou-se parte do problema que antes combatia.

Erro 19 / 21

Vamos fazer na Índia, que é mais barato

Terceirizar por modismo ou custo aparente, sem avaliar competência especial, risco e custo-benefício real.

Consequência

Fornecedor não conhece peculiaridades do negócio. SLAs não garantem resultado. Transferência de fornecedor gera custos extras. Core business é comprometido.

Causa raiz

Pensamento de grupo (experimento de Asch). Seguir a manada sem avaliar estratégia própria. Idealismo de que terceirização resolve todos os problemas.

Como evitar

Não terceirizar core business. Selecionar fornecedores com critérios claros. Desenvolver fornecedor gradualmente antes de contratos longos. Estabelecer SLAs monitorados.

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Empresa de TI do mesmo grupo de siderúrgica recebeu diretiva global para terceirizar. Após 4 meses de projeto de precificação, descobriu que seu preço era inferior ao mercado. No Brasil, acabou não fazendo terceirização completa — não era vantajoso. Terceirizou apenas partes dos serviços, comparando risco e preço. Decisão baseada em dados, não modismo.

Erro 20 / 21

Fala com o Fulano que ele tem as lições aprendidas

Lições aprendidas ficam nas pastas dos projetos, acessíveis apenas aos participantes. Conhecimento não é compartilhado institucionalmente.

Consequência

Erros se repetem a cada novo projeto. Empresa "toma choque elétrico a cada projeto" como criança que não aprende. Gerentes demitidos levam conhecimento embora.

Causa raiz

Temor político de compartilhar erros. Falta de repositório central. PMO inexistente ou ineficaz. Cultura de punição impede transparência.

Como evitar

Criar guias por tipo de projeto com EAP, cronograma-marco, riscos ocorridos. Agrupar lições aprendidas em pastas acessíveis. Cabe ao PMO organizar.

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Mário gerenciou projeto simples de atualização de 30 desktops. Pen-drive não cabia arquivo. Comprou novos, entrega 30 dias. Usou internet do cliente, que era lenta. Técnico disparou download em todas as máquinas simultaneamente. Cliente ficou 3 dias sem trabalhar. Mário descobriu que mesmo problema já havia ocorrido várias vezes — todos sabiam, menos ele. Foi demitido a pedido do cliente.

Erro 21 / 21

Vamos assumir o prejuízo e entregar o projeto

Empresa assume prejuízos para honrar compromissos, direcionando força de trabalho para projetos falidos em vez de lucrativos.

Consequência

Prejuízos não cessam na entrega. Produto problemático gera custos de manutenção. Empresa reduz esforços de vendas, impacta faturamento futuro. Declive de saúde financeira.

Causa raiz

Cultura de "entregar a qualquer custo" sem avaliar viabilidade. Caça às bruxas em vez de tratativa institucional. Falta de PMO ou área de qualidade.

Como evitar

Tratar problemas de forma institucional, não procurar culpados. Implantar PMO para monitorar projetos. Reunir gestores trimestralmente. Criar ambiente livre de punições.

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Empresas que optam por não assumir novos projetos até resolver os atuais. Impacta faturamento futuro. Recursos humanos alocados não têm para onde ir ao final. Vendedores impossibilitados de vender. É um declive contínuo: sem novos projetos → sem faturamento → sem recursos → sem capacidade de entrega → mais projetos falidos. A "solução" agrava o problema.

1 de 21

Síntese

Padrões por trás dos 21 erros

Os 21 erros compartilham raízes comuns:

  • falta de planejamento
  • ausência de controle
  • comunicação ineficaz
  • cultura organizacional tóxica

O que projetos de sucesso têm

  • baseline clara
  • métricas objetivas
  • gestão de riscos ativa
  • comunicação estruturada
  • lições aprendidas compartilhadas
Conclusão

O que separa projetos de sucesso dos fracassados?

“Não basta 'tocar' projetos. É preciso gerenciá-los.”

Professor Fabio Costa — Especialista em Planejamento e Gestão de Obras

A excelência em gestão de projetos não é talento, é disciplina, método e compromisso com processos.

Leve planejamento, integração e método para a sua obra

A FABIM aplica planejamento, controle e tecnologia (BIM) para tornar prazos, custos e qualidade previsíveis na construção civil.

Apresentação desenvolvida pela FABIM com base no livro “21 Erros Clássicos da Gestão de Projetos”, de Eli Rodrigues. As referências ao PMBOK são utilizadas em caráter educacional e não representam vínculo ou endosso institucional.